500 líderes mundiais se reúnem no Brasil para avançar para uma economia mais humana e regenerativa

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500 líderes mundiais se reúnem no Brasil para avançar para uma economia mais humana e regenerativa

11 de dezembro de 2017

Encontro+B em São Paulo

.Três dias de inspiração, trabalho e convicção de que é possível fazer negócios de uma forma diferente é o que viveram 500 líderes de 21 países em São Paulo na semana passada.

. Este encontro anual fortaleceu o movimento global de pessoas que há seis anos vêm demonstrando que não contradição alguma entre fazer negócios e querer melhorar o mundo.

. Estiveram presentes referências como Natura, Crepes & Waffles, Café Juan Valdez, Singularity University, LSE Marshall Institute, London School of Economics e parceiros estratégicos do Sistema B.

Terminou na sexta-feira, dia 1º de dezembro, o segundo Encontro+B da América Latina, que aconteceu na cidade de São Paulo, Brasil. Mais de 500 empresários, advogados, acadêmicos, investidores de impacto, líderes da sociedade civil e funcionários públicos que trabalham para promover um novo paradigma empresarial – o das Empresas B –, que se baseia no impacto triplo (social, ambiental e econômico), se reuniram neste encontro anual, com o objetivo de construir soluções globais para os problemas da América Latina e do mundo em um contexto que muda profunda e rapidamente.

“No Movimento B procuramos ser agentes de mudança, cidadãos e empresários que usam os negócios para construir uma economia mais integrada, regenerativa e que inclua a todos nós”, disse Juan Pablo Larenas, cofundador e diretor executivo do Sistema B Internacional, a organização latino-americana que organizou este encontro.

“Todos podemos ser geradores de mudança, e eu sou um exemplo de que nada é impossível quando você transforma um desejo sincero em ação com energia ilimitada”, disse Beatriz Fernández, cofundadora da Empresa B colombiana Crepes & Waffles. Trinta anos atrás Beatriz oferecia waffles caseiros para sustentar sua família. Hoje é uma referência entre as mulheres da nova economia na Colômbia. A empresa contrata majoritariamente mulheres, quase todas mães solteiras, e facilita para que sejam financeiramente independentes.

Outra referência empresarial da região que esteve presente foi Guilherme Leal, CEO da Natura, a primeira Empresa B certificada com ações na Bolsa: “Tenho certeza de que ser parte do Movimento B te dá uma vantagem competitiva em relação ao compromisso de seus funcionários; por isso nós nos juntamos a este movimento”, disse ele.

Ezequiel Escobar, um jovem argentino que decidiu ficar em seu país ao invés de viver em Silicon Valley, também inspirou o público presente: “Quando eu vi que podia mudar a vida de uma pessoa, me senti bem-sucedido”. Ezequiel é o fundador da USound, um assistente criado para pessoas com audição reduzida que transforma o Smartphone em um aparelho auditivo por meio de um aplicativo móvel e um fone de ouvido.

Hernán Méndez, Presidente do Café Juan Valdez também declarou: “Fazemos sociedade quando fazemos negócios”. A empresa tem mais de 18.000 sócios acionistas que são produtores de café colombianos e contrata pessoas com habilidades diferentes para integrá-los e dar-lhes uma oportunidade transformadora.

“Estamos vivendo uma crise das instituições públicas e privadas, o que é sintoma de um problema crônico, sistêmico e estrutural. Nesse contexto, a proposta do Movimento B traz três elementos-chave que redefinem o papel das empresas na sociedade: gerar impacto socioambiental positivo, a responsabilidade dos administradores e acionistas, que passam a considerar todas as partes interessadas na tomada de decisões em curto e longo prazo, e a medição e relatório de seu impacto triplo, dando transparência à sociedade”, disse Marcel Fukayama, cofundador do Sistema B Brasil, presidente do Conselho e co-organizador do encontro.

Outros assuntos discutidos foram o mundo acadêmico como agente de mudança, a economia regenerativa, os grandes desafios globais do Movimento B para que cresça com integridade, igualdade racial e de gênero, dentro do papel desempenhado pelas empresas para criar uma mudança positiva da América Latina para o mundo.

Rodada de negócios com impacto

O Encontro+B também ofereceu um espaço para aumentar as oportunidades de comércio entre as Empresas B, fundos de investimento, grandes empresas e outros players do mercado de 12 países da região. Nela as empresas e os investidores tiveram mais de 100 reuniões de negócios baseadas na confiança e na geração de bem público, e usaram os negócios concretamente como uma força para o bem.

Cenário brasileiro

Para este segundo encontro, o cenário escolhido foi o Brasil porque tem desempenhado um papel protagonista no Movimento B global desde a criação do Sistema B Brasil papel há quatro anos e recentemente bateu a marca de Empresa B Certificada número 100 na comunidade local do total de 2.356 Empresas B no mundo. Pelo contexto em que o país vive, discute-se também o papel e o propósito que as empresas têm, e há também uma grande oportunidade por meio da criatividade, da inovação e da identidade brasileira para criar um novo capítulo na história de sua relação com a América Latina e com o mundo. E este encontro certamente escreveu uma nova história para a região.

Parceiros estratégicos

Este encontro organizado pelo Sistema B foi possível graças ao apoio de várias organizações que confiam no poder transformador dos negócios. Entre elas: BID-FOMIN, CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina, IDRC do Canadá, BMW Foundation e vários parceiros institucionais e aliados de comunicação, entre eles Capitalismo Consciente, ICE Innovación en Ciudadania Empresarial, São Paulo Turismo, Avante, Cambio Energías Renovables, Danone, Daterra, Fazenda Da Toca, Laureate Education, Mall Plaza, Okena, Positive Ventures, Mãe Terra, Natura, AZQuest, Aquatro Consulting, Unibes Cultural e Casa Natura Musical, SPTuris, Cabify, Agência Nuts, SRCOM, Zebu e Matéria Brasil.

“Nós nos reunimos para reforçar a convicção de que somos todos agentes de mudança no papel que nos cabe exercer, e juntos podemos redefinir o sentido do sucesso na economia, colocando o ser humano no centro e medindo, além do sucesso financeiro, o bem-estar das pessoas, das sociedades e da natureza”, disse María Emilia Correa, cofundadora do Sistema B e líder da Academia B, uma iniciativa que visa ligar o mundo acadêmico às Empresas B.

O futuro do Movimento B

“As expectativas são grandes e promissoras. Nosso desafio é criar uma grande mudança da cultura empresarial e, com isso, permitir que os 125 milhões de empresas que existem no mundo (de acordo com o Banco Mundial) possam se comportar como uma Empresa B. Para isso, precisamos continuar alinhando os interesses da empresa com os da sociedade e garantir que estas empresas meçam e relatem seus impactos socioambientais com o mesmo rigor que fazem com os dados financeiros. Acrescentar grandes empresas neste movimento nos ajudará a acelerar a mudança sistêmica que buscamos e, com isso, todas as partes interessadas terão escolhas melhores e melhores resultados”, disse Marcel Fukayama.

“Eu amo meu planeta e ser parte do Movimento B é simplesmente uma forma de cuidar dele.” Esta frase encerrou o encontro e foi aplaudida em pé pelos 500 líderes presentes.

Créditos fotografía: Renata Thomson